Certamente, ao discorrer sobre os pontos que mais me impactaram no livro “Filosofia da caixa preta”, do filósofo Checo-brasileiro Vilém Flusser, é indispensável citar a forma harmônica, na qual os dizeres difundidos na década de 80, encaixa-se com ímpeto na contemporaneidade. Nesse sentido, Flusser disserta sobre a nossa relação com as tecnologias, na qual argumenta que, frequentemente, somos dominados por elas, sem percebermos as implicações e consequências disso, fato agravado ainda mais na atualidade . Para mais, ao longo da obra literária, tendo como base a argumentação sobre a filosofia da fotografia, é discutido como compreendemos os novos dispositivos e as inovações fotográficas, segundo o autor as pessoas mudaram sua percepção da realidade de mundo com base nas imagens, tornando fundamental criar uma distinção radical e irreconciliável entre o “fotógrafo” e o “funcionário”, em que no primeiro é o indivíduo que procura inserir na imagem informações imprevistas pelo aparelho fotográfico, enquanto o segundo é a pessoa que brinca com o aparelho e age em função dele. Segundo o autor, as imagens passaram a ocupar a função dos textos, e assim, as pessoas começaram a limitar sua visão de mundo apenas pelas fotos que veem. Em suma, a obra antiga aflora os seguintes questionamentos: como podemos preservar a visão real do mundo e qual a verdadeira função da fotografia, em que principalmente na contemporaneidade a facilidade de registrar momentos propiciou o deve de um maior entendimento sobre sua intervenção na realidade do indivíduo.
O clipe a seguir é, portanto, a versão final das gravações realizadas pelo grupo, composto por Bianca Silveira, Gabriela Diana, Isabelle Alves, Julia Lodi, Letícia Mariano e Maria Eduarda Pereira. vídeo final https://www.youtube.com/watch?v=T__zSvXvNQY&t=3s vídeo da primeira entrega https://www.youtube.com/watch?v=zqhz41X-9YI&feature=youtu.be

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