Certamente, ao discorrer sobre os pontos que mais me impactaram no livro “Filosofia da caixa preta”, do filósofo Checo-brasileiro Vilém Flusser, é indispensável citar a forma harmônica, na qual os dizeres difundidos na década de 80, encaixa-se com ímpeto na contemporaneidade. Nesse sentido, Flusser disserta sobre a nossa relação com as tecnologias, na qual argumenta que, frequentemente, somos dominados por elas, sem percebermos as implicações e consequências disso, fato agravado ainda mais na atualidade . Para mais, ao longo da obra literária, tendo como base a argumentação sobre a filosofia da fotografia, é discutido como compreendemos os novos dispositivos e as inovações fotográficas, segundo o autor as pessoas mudaram sua percepção da realidade de mundo com base nas imagens, tornando fundamental criar uma distinção radical e irreconciliável entre o “fotógrafo” e o “funcionário”, em que no primeiro é o indivíduo que procura inserir na imagem informações imprevistas pelo aparelho fotográfico, enquanto o segundo é a pessoa que brinca com o aparelho e age em função dele. Segundo o autor, as imagens passaram a ocupar a função dos textos, e assim, as pessoas começaram a limitar sua visão de mundo apenas pelas fotos que veem. Em suma, a obra antiga aflora os seguintes questionamentos: como podemos preservar a visão real do mundo e qual a verdadeira função da fotografia, em que principalmente na contemporaneidade a facilidade de registrar momentos propiciou o deve de um maior entendimento sobre sua intervenção na realidade do indivíduo.
Certamente, é possível destacar que a proposta da sintegração, isto é, uma interface que possibilitou que os alunos construíssem um entendimento crítico e coletivo através da propagação ideias em grupo e, posteriormente, na troca de informações nos consecutivos grupos, apresentada em aula , dia 15 de maio, foi uma forma comunitária e inovadora, para mim, de ampliar meus conhecimentos sobre a obra literária "Lições de Arquitetura". Primeiramente, ao analisar quatro espaços subutilizados na escola, por meio dinâmica citada, foi possível verificar diferentes aspectos, em que, inicialmente, atentando para o espaço atrás das paredes do bicicletário, no qual estava na rodada como observadora, na temática "forma convidativa; o espaço habitável entre as coisas", pude constatar que os demais alunos presentes assentem sobre o posicionamento das paredes do ambiente, cuja posição labiríntica implica na interferência e no acesso ao local, consequentemente, deixando o mesmo...

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